Na verdade já não sei do que tenho medo. Talvez de lutar e não chegar a nada. Ou de ter o egoísmo de buscar o eu sem perceber tudo o que passa por mim - mas na verdade tudo aquilo que passa por mim nada mais é do que o meu eu.
Não sei mais como me comportar. Acho que tenho que passar umas férias com a minha mãe para me educar novamente em público. Algumas interações pessoais fazem com que eu me sinta continuamente pisando em ovos - mas na verdade tudo aquilo que faz com que eu me sinta assim deve ser levado como ensinamento maior que férias com a minha mãe. Afinal, assim é a vida.
Não sei o porquê, mas admito sem sofrer com isso, que me pego pensando sem querer em coisas que talvez deveriam ser esquecidas. Ou que pelo menos deveriam ser deixadas de lado por um tempo - e pode ser que esse tempo seja longo o suficiente para me fazer perceber se vale a pena ou não permitir que eu me pegue pensando.
Talvez eu acabe deixando mais confuso aquele que lê do que o meu próprio eu. Ou então acabe me deixando mais confusa ainda com esta história de pensar em maneiras de tentar explicar - mas talvez esta seja a maneira certa de elucidar o que se passa por aqui.
Nada melhor que deixar o tempo curar é o único dito popular que me afaga por enquanto. Depois disso talvez o tempo que passou já tenha sido o suficiente para me fazer saber exatamente do que tenho medo. Ou saber como me comportar sem me sentir pisando em ovos - mas infelizmente talvez esse seja o tempo suficiente para que o teu descaso em me fazer lembrar me faça não perceber mais o fato de já não me pegar pensando.

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