
Acho que está sendo um dos piores (e mais interessantes) dilemas que eu ja me deparei na vida.
Digo coisas de um lado e de outro. E as mesmas tem papéis totalmente diferentes, dependendo da cena da qual estou me tratando.
Pra falar bem a verdade essa situação está me deixando louca de confusa,
mas em compensação ta me fazendo rir à toa o dia todo. Estou esperando certas ligações e achando um tanto estranhas certas reações de minha parte.
Conhecia o meu lado desentendido, infantil, despreocupado, psicodélico, preguiçoso e às vezes até desleixado quando se tratava de modo de se portar, se vestir, se maquiar, andar, rir, abraçar, demonstrar ou não meus sentimentos, ser simpático com gente que não merece, ser espontânea o tempo inteiro, ser grosso quando fosse ou quando não fosse preciso e ser eu demais, ou seja, estranha demais o tempo inteiro. E confesso que até hoje não sei o motivo dessas coisas incríveis virem a acontecer e essas pessoas incríveis virem a aparecer na minha vida. Sendo eu, tão estranha quanto eu acho que eu sou.
Acho que eu não conhecia nem um terço de mim ou eu fingia que não.
Ou então essas coisas surgiram especificamente pra isso, ou quem sabe para dar diversidade de cores e sabores à minha vida, que estava um tanto quanto monocromática e insosa nesses últimos meses.
Eu sei que tudo isso surgiu de repente e que as minhas metáforas chegam a ser bizonhas nessa altura do campeonato, mas é por justa causa.