quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013
terça-feira, 12 de fevereiro de 2013
parece que é um problema
Nada do que eu tenho pensado parece fazer sentido, mas de pensar já havia desistido. Concluo que do todo sobrou o que eu sinto. Mas ainda não me certifiquei de nada, afinal, a parte que deveria completar a história não está sob meu conhecimento, e, se está, é do modo mais irônico possível.
Hoje acordei e logo me peguei pensando. Tudo ficou um pouco mais claro e percebi que, aquilo que por mim foi considerado uma dádiva, talvez seja o maior dos meus problemas. Ele passa a ser um problema maior por não haver a confirmação de reciprocidade.
Descobri, enfim, o problema. O jeito de olhar e todos os trejeitos foram absorvidos pela minha memória de uma maneira nunca vista antes. Dentro de um intervalo de tempo recorde. E como já explicado anteriormente, são memórias que acabam perdendo o sentido em si mesmas. O jeito então é pensar em outra coisa.
Cheguei ao ponto de não olhar da janela para que não me deixasse levar pela melodia do refrão mais uma vez. Lembrando do refrão é fácil lembrar dos outros versos. E eles, por sua vez, me colocam de frente com o personagem principal.
O motivo desse cavaleiro aparecer ainda não entendi. Talvez a única solução seja ele mesmo me explicar. O que mais me tortura é ele ser motivo de assovios no chuveiro e de declarações que ficam desencontradas na conversa infinita que tenho comigo mesma todas as noites. E manhãs. E tardes.
Esse monólogo é a minha única opção. Afinal, ainda não recebi sinais que me levariam ao encontro da segunda pessoa da conversa. Recebi um conselho do Chico Buarque. Foi a saída mais ridícula já encontrada até hoje para meu consolo. Não. Chico infelizmente não passa tardes tomando cafézinho na minha casa. E é isso que torna a situação ainda mais ridícula.
Não percebi, mas do jeito que reflito acabo por desafiar o meu próprio sentimento. Faço isso no resto do dia que vai além do tempo que ele passa sendo desafiado por outros tipos de ironia e até pela falta delas. Ultimamente quem faz esse papel é quase sempre a falta delas.
domingo, 10 de fevereiro de 2013
acho que é agora que pensar atrapalha
Na verdade já não sei do que tenho medo. Talvez de lutar e não chegar a nada. Ou de ter o egoísmo de buscar o eu sem perceber tudo o que passa por mim - mas na verdade tudo aquilo que passa por mim nada mais é do que o meu eu.
Não sei mais como me comportar. Acho que tenho que passar umas férias com a minha mãe para me educar novamente em público. Algumas interações pessoais fazem com que eu me sinta continuamente pisando em ovos - mas na verdade tudo aquilo que faz com que eu me sinta assim deve ser levado como ensinamento maior que férias com a minha mãe. Afinal, assim é a vida.
Não sei o porquê, mas admito sem sofrer com isso, que me pego pensando sem querer em coisas que talvez deveriam ser esquecidas. Ou que pelo menos deveriam ser deixadas de lado por um tempo - e pode ser que esse tempo seja longo o suficiente para me fazer perceber se vale a pena ou não permitir que eu me pegue pensando.
Talvez eu acabe deixando mais confuso aquele que lê do que o meu próprio eu. Ou então acabe me deixando mais confusa ainda com esta história de pensar em maneiras de tentar explicar - mas talvez esta seja a maneira certa de elucidar o que se passa por aqui.
Nada melhor que deixar o tempo curar é o único dito popular que me afaga por enquanto. Depois disso talvez o tempo que passou já tenha sido o suficiente para me fazer saber exatamente do que tenho medo. Ou saber como me comportar sem me sentir pisando em ovos - mas infelizmente talvez esse seja o tempo suficiente para que o teu descaso em me fazer lembrar me faça não perceber mais o fato de já não me pegar pensando.
sábado, 9 de fevereiro de 2013
Despreparo
Na verdade o que eu precisava era de alguém por quem chorar. Ou então com quem sonhar. Ou mesmo que fizesse simplesmente com que eu me sentisse viva. Mas, mais do que isso, encontrei alguém que fez o trabalho de reabrir os meus olhos a um mundo que vai além de qualquer preconceito ou regra. Onde ainda existe verdade nos olhos.
Na verdade isso tudo poderia ter sido um pouco menos doloroso. Ou então um pouco menos complicado. Ou na verdade tudo foi como deveria ter sido. Tão complicado que as palavras se tornavam falhas e desnecessárias, assim como os próprios pensamentos.
Talvez tudo, por acaso, foi deste jeito por ser necessário. Ou para que eu realmente abrisse os meus olhos e percebesse que o acaso na verdade não existe. E se não foi por acaso que tudo aconteceu desta maneira, também não foi por acaso que tu me abandonaste.
Na verdade a vida quis dar uma trégua. Ela percebeu que eu ainda estava despreparada. Talvez depois disso eu até volte a compor. Ou esqueça meus medos de vez.
Ou então o que restou deles depois de te conhecer.
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