segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Ser de porcelana



era o que ela acreditava
.

Além disso, achava que o vento lhe causaria rachuras

E que o tempo a abandonaria no fundo de uma estante.


Ela sabia que o seu destino era ser destruída
Por mãos talvez ingênuas
Ou que não soubessem do perigo de manuseá-la.

Mesmo assim deixou que o tempo os levasse
Juntos
Ela e aquele que a daria o desprazer de desfazê-la em pedaços.

Após um tempo ele arrancou suas máscaras

E deixou nítida a verdadeira forma de su'alma
Uma alma com sede de vida
e
rachada pelas lágrimas que não escorreram pela maçã do seu rosto.

O que ele faria agora?

Depois de ver todos as suas rachaduras e imperfeições?

Simples,
era justamente de um abraço sincero que ela necessitava para curar suas feridas

E de deixar que esse sorriso apaixonante a levasse pro alto do céu,

Onde por receio ela nunca pudera viajar.


Agora ela não precisava mais de extremos cuidados
E nem de contínuos retoques
Mas sim, e continuamente, do que ele sabia fazer melhor:


Olhar nos seus olhos e fazê-la sorrir.

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Vou pra Porto Alegre, tchau!


Agora tudo mudou,
Não há mais sentimentalismos
e nem expectativas duvidosas.


Agora é pra valer,

pra se encontrar,
pra se manter,

pra deixar de se enganar.


Agora o que eu preciso

é beijar teu rosto
e te dizer
que mil agradecimentos pra ti já são insuficientes.


Talvez te encontrar já pareça clichê,
mas em todo o novo olhar
encontro mais um motivo pra nunca te esquecer.

Talvez te amar já pareça estar virando rotina,

mas a cada dia
e a cada noite

o vão que separa os nossos corpos se torna mais estreito

e intransitável.