terça-feira, 5 de outubro de 2010

Oreaseca


De tempos em tempos me descubro tão abjeta
Acho as lembranças e reecontro os meus desejos
Mais do que sonhar, voltei a ser tão pouco certa

Decidi este entre os caminhos ofertados.


Senta aqui,

Meu coração já te esperava antes que te foras

Não é nada,

A expectativa pra mim já se tornou cotidiana


Mais um mês, um segundo, a eternidade
Ainda é pouco, excessiva é a saudade.

Me enganei quando cruzei esse caminho

Foi tão injusto tropeçar no teu sorriso


Depois de tanto te escrever, te pôr em prova

Num desvario de mim mesma quis razão

De ser tua face tão presente em minha insônia
De ser meu peito, sem teu peito, solidão.

sexta-feira, 11 de junho de 2010

12 de junho

De vez em quando me esqueço de analisar todo esse tempo,
E de parar para pensar no motivo de ainda te encontrar
Em todos os meus desejos.

Me perguntei por que me encontrava tão boba
Pode ser o cheiro que paira em todo e qualquer lugar,
Ou esse teu jeito risonho de tornar o mundo uma gota
E o nosso amor o próprio mar.

A minha sina já não é mais me encontrar
É quitar a saudade presa em todo o entardecer
Quisera eu saber me transportar
Pra com teus beijos poder me entorpecer.
O tempo todo me mostrei instável
Tei dei as rosas acompanhadas de espinhos
Fui a moleca nunca tão amável
Nunca tão artista e repleta de delírios.