sábado, 21 de março de 2009

Nem vem

Aconteceu o que eu já previa.









Crises de amor próprio que me deixam sem entender nada mais de mim mesma.


Há certas coisas que não me satisfazem mais.
Sentimentos antigos tanto quanto atuais me encabulam e me deixam em dúvida quanto aos meus princípios.


Parei de sentir em cada toque fiel um arrepio
Parei de sofrer somente ao te ver caminhar sozinho.


Dó não tenho,
Há anos que anseio te tocar de novo.
Ando à procura do teu cheiro
Ou do simples fato de te ter comigo.


Chega de me olhar e assim me perguntar
O motivo das minhas tristezas.

Andei por aquelas ruas, nas quais me vejo nua
Não de roupas, mas de certezas.

Te vi.

E tu, me viu?
Esconde então que tu cumpriu tua promessa.
De que seria simples esquecer dos momentos,
Dos arrepios intensos como se fossem poeira ao vento.

Finja que não me olha com o canto do olho
E que não observa qualquer sinal recíproco.
Continue negando que eu não te revirei por dentro
E que a cada dia diminui os teus anseios.

Mantém o teu sorriso estampado
Sem nem entenderes porque de fato
Mantêns essa encenação.

Parei de por ti fazer as tripas coração
E me libertei de todos os compromissos.

Cantei com garganta sem querer nem saber
E esqueci de todos os ensinamentos
Só pra sentir o vento levar consigo os meus cabelos.

Dormi até tarde e rasguei junto à minha angústia,
As cordas do meu violão.
Por pura auto-tortura, eu sei.
Sem nenhuma razão.

Tudo em ti eu percebi.
E tu, percebeu?

terça-feira, 17 de março de 2009

Ilusión


Se me perguntasses a alguns míseros dias atrás diria que era mal.
Que de tão sofrível seria um dos piores delírios da minha cabeça.


Mas hoje te digo que não.
E que foi tudo eu que construi.

Meu mundo,
Onde posso passar horas do meu dia em turnê;

Meu eu,
Onde normalmente encontro a resposta para as minhas grandes incógnitas.
E é delas que só eu entendo
E suponho que não seja fácil sequer tentar compreender.

Uma bolha talvez,
ou a saída para os meus problemas.
Meu violão em alguns casos,
em outros alguns abraços.

Há dias que só o que cura
é o meu próprio silêncio.

E dele, em algumas noites
Até faço concertos.

domingo, 15 de março de 2009

Já era.


Chega de exageros
Tentar me prender a certas coisas pode ser difícil.

Para de voltar pros mesmos assuntos
Tentando me deixar culpada por atos sem fundamento.

Cansei de me olhar no espelho
E encontrar muito mais do que tu julgas.

Cansei da tua manha de dizer
Que assim foi há tanto tempo.

Simples seria desistir de você
Ou então por qualquer outro abraço quente me deixar envolver.

Não desenvolvi meus instintos para agora deixá-los morrer
E não é por tua causa que eu cansarei de dizer

Que há tempos parei de brincar de bonecas
e de fazer planos sem da vida nada entender.

Agora me olha.
E me fala sinceramente
Se o que tu encontra não é que o que eu te disse realmente.


sexta-feira, 13 de março de 2009

Meu eu


Não.
Não foi nada demais.
Só um abraço, um sorriso sincero, um conselho, um violão, um toque.

Parece simples, mas não é tanto assim.
Parece insignificante, mas não é nem a metade do que parece ser.


Passei a vida toda sonhando alto,
e talvez sonhar baixo seja mais do que esse sonho que em mim havia.
Andei por lugares e nem notei que
Na simplicidade da vida estavam todos os detalhes
E todas as poesias.

Sei, que agora achei a combinação perfeita.
Sei, que sempre que eu volto pra dentro de mim eu rio de coisas nem tão engraçadas assim.
Sei, que elas é que me fazem feliz.

Talvez por meio dessas curvas incertas eu me deixe correr.
Talvez sem me preocupar com as consequencias eu aprenda a viver.
Talvez aquela fermata seja tão importante quanto toda a melodia.
Talvez o mais importante seja sentir, entrar em contato com a tua própria poesia.

Não vejo outra saída para vida que não seja viver
E que ela tem o sabor que eu mesma posso escolher.
Que sem sentir é tão inútil tentar entender,
o quanto tu me fez sentir,
o quanto tu me fez crescer.
Nessas simples horas de solidão,
ou nas que me encontrava
junto a mim e um violão.

sexta-feira, 6 de março de 2009

Se eu me deixasse


Mandei-te várias páginas retratando a falta que tu me fazes
Não soube direito se conveniente seria, ainda que pudesse tentar te esquecer.

Se as guardadasse iria mais além que o disperdício
Se as deixasse no fundo do baú me puniria por não ter tentado.

Não me importo que sejas indiferente diante de minhas palavras
Sendo que fomos nós mesmos que chegamos à conclusão mais errônea de nossas vidas.

Ainda assim agredeço por todos os momentos pelo que me fizeste viver
Ainda que tenha me feito morrer por vários e vários instantes.

Não apagaria se quer uma vírgula da história do nossos amor
Que de tão inesquecível é impossível de ser apagada, seja pelo tempo, ou pela dor.

Antes que te encontre em meus sonhos queria dizer
Que fostes a jóia mais rara que já usei em meu colo.
E que o fato de te ter me trouxe mais alegria, que o próprio nascer do dia.

Pois sem ti,
Sem ele me via.

quinta-feira, 5 de março de 2009

Equilibre-se


Saí, olhei. Não vi nada de novo. Não encontrei surpresas e nem ao menos mudanças. Amigas continuam amáveis e totalmente confiáveis. Amigas continuam sendo as escolhidas a dedo.

Olhares continuam suspeitos e invejosos continuam de olhar fixo. Continuo andando com vista panorâmica e observando cada detalhe do meu caminho. Permaneço idolatrando um pôr do Sol e valorizando atos simples e essenciais.

Continuo analisando as situações como se eu fosse responsável pela análise de qualquer fato. Permaneço usando o meu violão como remédio para o stress, assim como para paz interior. Continuo necessitando da minha liberdade quanto da minha diciplina. Continuo amando qualquer vestígio de amores marcantes. Pemaneço na minha sina de fingir sentimentos que fariam mal à minha própria alma. Continuo sabendo que mostrá-los é necessário, mas que sempre é bom fazermos escolhas. Continuo me perdendo nas emoções e usando a intuição como meu mais novo dom.

Continuo sabendo o quanto é importante manter-me plena e às vezes até monótona.


Entenda-se


Coisas que tenho terror e que tenho receio de confessar, manias que tento mas não consigo esconder, coisas que minha mãe julga como cacuetes, mas que pessoas a minha volta já aceitaram por costume. Histórias loucas que conto de vez em quando, e nem se assustam mais com a intensidade dos fatos. Afinal, tudo o que vivo tento tornar desse jeito.
Esses exemplos de coisas, normalmente, veria como problemas, ou medos. Como queiram. Só pelo lado negativo da história. Mas como refleti sobre sentimentos e sonhos em plena aula de artes, percebi que a minha visão vai muito além desses padrões.

Sempre que encontro pedras no meu caminho, vejo aquilo como algo que me fortalece e me ajuda a valorizar muito mais os meus objetivos e sonhos. Ou seja, o fim do caminho. Talvez essa seja a maior característica da minha personalidade e meu temperamento expressivo e difícil de esconder.

Quando garantem que estou estranha, me julgo na maior naturalidade espiritual. Já quando nem comentam sobre o meu comportamento e julgam-o como mais normal possível é, exatamente, quando eu me sinto estranha. Enfim, sou de um gênero que às vezes nem eu entendo.

Quem já não se perguntou o motivo de atitudes impensadas e loucuras momentâneas? Me conte quem já não sofreu de incompreensão sobre si mesmo e não julgou que nunca faria coisas que agora se tornaram rotineiras?

A vida em si nos prega peças. Idéias que mudam, instintos que às vezes gritam na nossa cabeça, coincidências inacreditáveis que nos fazem voltar a acreditar no dito cujo destino e ações que vêm do coração sem a gente ao menos perceber.

O importante não á tentar entender a vida, rebobinar fatos ou viver de nostalgia. Poderíamos encontrar alguém que soubesse chamar o passado de volta, no entanto encontramos os que fazem o presente valer a pena.

quarta-feira, 4 de março de 2009

Não me venha com desistências


Nas aulas de história dos últimos dias, tenho parado para repensar no que o meu professor de história, que eu sempre achei metido a filósofo, diz. Lá no fundo eu sei, mas não aceito publicamente que tais idéias fazem sentido. Lá nas minhas meditações diárias é fácil perceber que em tudo há sentido e que tudo faz parte da vida de um ser humano, das suas conquistas e dos seus sonhos.
Ontem mesmo, parei para observar uma frase originalmente na língua inglesa e que por isso não tem graça nenhuma em nosso português, portanto vale apena refletir. Eis: "Sem dor os objetivos não são alcançados".
Tudo o que diz ali tem a ver com a vida de alguém. Com a minha principalmente.
Quantas vezes já não reclamei de treinos físicos e coisas terríveis como correr e fazer reforços musculares? Mas isso no fim sempre faz uma diferença enorme. Na hora em que faço o que gosto, ou seja, jogo, me sinto satisfeita de ter treinado tanto e de ter saído tantas vezes esgotada.
Cito como exemplo o dia de hoje, em que venho de uma maratona de dois treinos seguidos mais academia e me encontro com dores até nas células capilares. Mesmo após tudo isso me sinto feliz pelo que fiz nessa tarde totalmente abafada, e que me fez suar como nunca havia suado em todos esses anos de voleibol. Apesar das dores, passadas e atuais, a satisfação fala mais alto e a dedicação sempre tem em vista um plano maior, uma busca por algo que sabemos que é tocável, mas que requer sacrifícios cada vez maiores.

Personagens


Meu mais novo objetivo é aprender como lidar com os meus instintos. Me envolvo em discussões que não são minhas e se são mergulho de cabeça, intensidade em qualquer emoção às vezes me faz perder o controle. Amar demais, bater a cabeça e insistir no erro, ser exageradamente altruísta e ter comigo esse adjetivo do qual ainda não decifrei como positivo ou negativo.

Na missão de ajudar algumas pessoas essenciais na minha vida, dou o meu próprio sangue e acabo por esquecer das minhas próprias vontades e prioridades. Vivo momentos como se fossem brincadeira de criança, outros como se mudassem a minha vida em cada detalhe. O problema é que às vezes erro na divisão das tarefas dos meus sentidos.

Levar muito a sério brincadeiras, ou rir da cara de quem fala sério é onde peco. Peco quando escolho um novo modo de vida pra mim, em que as palavras mostram tudo e não escondê-las. Mesmo sabendo que há horas em que o melhor é deixar o silêncio permenecer no ar.

Se escolhesse viver no meu mundo, deixaria de lado tudo o que me encomoda, sejam estes fatos ou pessoas, assim como qualquer pessoa faria se tivesse esse poder. Porém, há horas em que o meu eu interior me incomoda. Quando me mostra, pela milionésima vez, que errei em ter dito, mas que o coração não me deixou calar; quando esqueço de mim e mergulho fundo no sonho de ajudar alguém a realizar seu próprio sonho. Parece irreal e às vezes nem eu mesma acredito nas travessuras que faço com a minha vida e com as pessoas que me cercam. E não me agrada o fato de possuir dois extremos, dois personagens antônimos, mas que querendo ou não, foi o que construiu a minha personalidade.

Observe


Homens e suas teorias comportamentais sobre mulheres é o que mais me irrita na face da terra. Atos que julgam como frescura ou costumes que não entendem não cabe-lhes mesmo a entender. Mulheres são incríveis, assim como homens, mas mulheres são totalmente mulheres, e esse é o motivo de serem tão incríveis.

Por que homens reclamam ao ter que esperar uma mulher se arrumar, fazer uma chapinha, deixar as unhas em dia, a maquiagem perfeita e escolher a roupa adequada? Se sempre que nos arrumamos o objetivo de expormos nossas formas zoológicas são eles próprios? Deveriam ficar satisfeitos de terem ao seu lado uma mulher linda, vaidosa e que sabe ser feminina. O fato de andarmos olhando para o espelho e criticando as gordurinhas a mais não quer dizer que somos paranóicas ou algo do gênero, com exceções de algumas que exageram, mas sempre que pensamos nisso é porque desejamos ficar melhores, mais bonitas.

E para quem? É, lá vem eles mais uma vez.

A relação obtida entre essas criticas individuais e observações desnecessárias sobre o outro é o que deixa uma relação mais quente. Observar as curvas e os traços de cada um, e pensar: por que entre tanta gente no mundo eu escolhi essa criatura? Talvez ela também tenha te dado motivos para isso.

Parte estranha


Falemos sobre homens.

Quem, mulher, já não pensou, raciocinou e mesmo assim não chegou a um veredito final quanto ao comportamento dos homens da nossa geração? Que jogue a primeira pedra.

Dias em que não achamos os dito cujos nem um pouco estranhos são raros. Em que não nos perguntamos o motivo de tanta frescura em horas, outras de tanta grosseria e cavalagem. Apesar de sabermos que nós, não diríamos que somos uma espécie muito fácil de ser compreendida. Apenas garantimos, ao fim de qualquer discussão ou conversa crítica com amigas sobre o assunto, que eles são parte essencial nas nossas vidas. Negamos o apoio a muitas atitudes, modo de ser e etc, e denunciamos a qualquer ombro feminino atos que julgamos errados e críticas hipoteticamente só nossas. Tudo isso para voltar a estaca zero e ir correndo em busca de ombros largos e braços fortes.

Por todos esses fatos e mais algumas histórias aleatórias chego ao ponto de achar de ambos os sexos são frágeis. Necessidade de obtenção do outro, dias em que seriam nossos únicos remédios e em outros nossos venenos, compreensão em raros momentos e discussão em muitos. E no fim, o que flora é o amor, a vontade ou quaisquer que sejam os motivos de estarem ali.

Não tenha medo de errar


Nessa altura da minha vida, em que cresce cada dia mais em mim o desejo por mudança, por gente nova e por novas experiências, me vejo num impasse entre tantas escolhas.

Às vezes me parava em meio ao caos e me imaginava fora dali, com novas perspectivas e sonhos a serem realizados. Foi quando o dia de hoje chegou,

opotunidades apareceram assim como dúvidas cruéis. Permanecer onde estou, em busca de progresso e empenho nas coisas rotineiras ou mudança, novas experiências, novas perspectivas e novos sonhos a serem realizados?

Chega um momento da vida de uma mulher em que cada segundo é importante, cada milímetro de vantagem é calculado assim como de desvantagem, só para termos a certeza de que valerá a pena novos ou não ajustes na vida.

Vivia avaliando a vida por um ângulo só meu, todas as portas que em sonhos meus poderiam se abrir. E hoje eu estou aqui, cercada de caminhos tanto quanto de perguntas que me envolvem em cada meditação.

Acho que a coisa mais interessante da vida é lidar com as emoções, com o errar, com o acertar, enfim, com o tentar algo novo em cada novo dia, seja ele cinza ou ensolarado.