quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Todas as cartas de amor são ridículas (não, não é um plágio!)


Mais do que todos os outros delírios de amor
É este que me invade por dentro,
Que me faz suspirar,

Me levar ao teu peito.


Talvez seja o retrato de algum refletir,

de alguma lembrança pairando no ar
Quem sabe o segredo d'um tempo fugaz
quem sabe a loucura d'um tempo de amar.


Me anseio em viver
Em querer me esbaldar
E sofrer sem querer
E sofrer sem notar


O teu sorriso sem nem se mover

Me conta o quão fútil é o mundo sem ser

Sem notar que simplório é que tem esplendor

E que o mais importante é morrer por amor


Seu Álvaro citou-o sem saber seu sabor
o quão ridículas são as suas lindas cartas

e sem nem notar nos mostrou sem ter medo

Ser o próprio ridículo quem não sabe amar.