segunda-feira, 23 de maio de 2011

vem


Rolei de insônia a noite inteira. 

Voei sem medo e te encontrei no instante mais necessário. Depois de todo esse tempo parei e te olhei adormecendo: pálpebras em espasmos, cabelos desarrumados e aquela vontade de te trazer de volta. O tempo parou.

O que será que fez isso mudar desse jeito?
Quem sabe o caos de toda a trajetória ou a comodidade de uma história que sempre foi tão dinâmica. Antes achava-se tempo para suspirar. Mas tudo ficou tão prático e tão conhecido que hoje não há mais aquele tempo. O universo e as circunstâncias parecem tão mais relevantes. Olha pra mim e tenta me ver por trás dos defeitos e da minha falta de jeito. Sem regras. Sem medo. Quero te encontrar novamente em meu sonho,

"Vê se olha bem dentro do meu olho".

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Cansei

Hoje quero mais é arriscar roubar teu beijo. Quero mais é não mais me deixar envolver por fúteis pensamentos. Só hoje. Sentir a brisa e explorar o desenho dos teus olhos. Me encontrar no mesmo instante em que me vejo cá em teus braços.

O mais importante agora não são as teorias nem as estatísticas. É o lapso de tempo e a eternidade que ele se tornou. E a brisa, aquela, não importa se já passou. O que realmente faz a diferença é que estivemos juntos enquanto ela se foi assim como a nossa noite inteira. 

Hoje, mais do que nunca me vejo ao acaso de uma nova alegria. Me vejo sorrindo sem saber a razão. E melhor do que isso. Me vejo deixando de lado qualquer argumento que contrarie essa felicidade indescritível.

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Ser de porcelana



era o que ela acreditava
.

Além disso, achava que o vento lhe causaria rachuras

E que o tempo a abandonaria no fundo de uma estante.


Ela sabia que o seu destino era ser destruída
Por mãos talvez ingênuas
Ou que não soubessem do perigo de manuseá-la.

Mesmo assim deixou que o tempo os levasse
Juntos
Ela e aquele que a daria o desprazer de desfazê-la em pedaços.

Após um tempo ele arrancou suas máscaras

E deixou nítida a verdadeira forma de su'alma
Uma alma com sede de vida
e
rachada pelas lágrimas que não escorreram pela maçã do seu rosto.

O que ele faria agora?

Depois de ver todos as suas rachaduras e imperfeições?

Simples,
era justamente de um abraço sincero que ela necessitava para curar suas feridas

E de deixar que esse sorriso apaixonante a levasse pro alto do céu,

Onde por receio ela nunca pudera viajar.


Agora ela não precisava mais de extremos cuidados
E nem de contínuos retoques
Mas sim, e continuamente, do que ele sabia fazer melhor:


Olhar nos seus olhos e fazê-la sorrir.

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Vou pra Porto Alegre, tchau!


Agora tudo mudou,
Não há mais sentimentalismos
e nem expectativas duvidosas.


Agora é pra valer,

pra se encontrar,
pra se manter,

pra deixar de se enganar.


Agora o que eu preciso

é beijar teu rosto
e te dizer
que mil agradecimentos pra ti já são insuficientes.


Talvez te encontrar já pareça clichê,
mas em todo o novo olhar
encontro mais um motivo pra nunca te esquecer.

Talvez te amar já pareça estar virando rotina,

mas a cada dia
e a cada noite

o vão que separa os nossos corpos se torna mais estreito

e intransitável.

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Todas as cartas de amor são ridículas (não, não é um plágio!)


Mais do que todos os outros delírios de amor
É este que me invade por dentro,
Que me faz suspirar,

Me levar ao teu peito.


Talvez seja o retrato de algum refletir,

de alguma lembrança pairando no ar
Quem sabe o segredo d'um tempo fugaz
quem sabe a loucura d'um tempo de amar.


Me anseio em viver
Em querer me esbaldar
E sofrer sem querer
E sofrer sem notar


O teu sorriso sem nem se mover

Me conta o quão fútil é o mundo sem ser

Sem notar que simplório é que tem esplendor

E que o mais importante é morrer por amor


Seu Álvaro citou-o sem saber seu sabor
o quão ridículas são as suas lindas cartas

e sem nem notar nos mostrou sem ter medo

Ser o próprio ridículo quem não sabe amar.