
Coisas que tenho terror e que tenho receio de confessar, manias que tento mas não consigo esconder, coisas que minha mãe julga como cacuetes, mas que pessoas a minha volta já aceitaram por costume. Histórias loucas que conto de vez em quando, e nem se assustam mais com a intensidade dos fatos. Afinal, tudo o que vivo tento tornar desse jeito.
Esses exemplos de coisas, normalmente, veria como problemas, ou medos. Como queiram. Só pelo lado negativo da história. Mas como refleti sobre sentimentos e sonhos em plena aula de artes, percebi que a minha visão vai muito além desses padrões.
Sempre que encontro pedras no meu caminho, vejo aquilo como algo que me fortalece e me ajuda a valorizar muito mais os meus objetivos e sonhos. Ou seja, o fim do caminho. Talvez essa seja a maior característica da minha personalidade e meu temperamento expressivo e difícil de esconder.
Quando garantem que estou estranha, me julgo na maior naturalidade espiritual. Já quando nem comentam sobre o meu comportamento e julgam-o como mais normal possível é, exatamente, quando eu me sinto estranha. Enfim, sou de um gênero que às vezes nem eu entendo.
Quem já não se perguntou o motivo de atitudes impensadas e loucuras momentâneas? Me conte quem já não sofreu de incompreensão sobre si mesmo e não julgou que nunca faria coisas que agora se tornaram rotineiras?
A vida em si nos prega peças. Idéias que mudam, instintos que às vezes gritam na nossa cabeça, coincidências inacreditáveis que nos fazem voltar a acreditar no dito cujo destino e ações que vêm do coração sem a gente ao menos perceber.
O importante não á tentar entender a vida, rebobinar fatos ou viver de nostalgia. Poderíamos encontrar alguém que soubesse chamar o passado de volta, no entanto encontramos os que fazem o presente valer a pena.
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